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TETO se mobiliza para reconstrução de 150 moradias após incêndio em Curitiba

TETO se mobiliza para reconstrução de 150 moradias após incêndio em Curitiba

Na madrugada da última sexta-feira, dia 07 de dezembro, os moradores da favela 29 de Março, na Vila Corbélia, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), acordaram com uma notícia devastadora. Um incêndio destruiu mais de 300 casas da comunidade. Ainda não há qualquer confirmação sobre o motivo do incêndio, mas a consternação tomou conta dos curitibanos que acompanharam o caso. O que se sabe, é que existem famílias desabrigadas, animais abandonados, crianças desamparadas, todas vítimas de uma tragédia sem fim. Diante do acontecimento, em uma ação histórica, o TETO se mobilza para realizar a construção de moradias no local. 

A ideia é construir 150 casas, para atingir o objetivo, lançamos uma vaquinha online (http://juntos.com.vc/pt/29resiste). Como cada casa construída pela organização custa R$ 5.000, o número de moradias construídas na 29 de Março vai depender da arrecadação. A seleção das famílias prioritárias para construção seguirá critérios de urgência.

“Queremos dar um alento para essas famílias que perderam tudo no fogo. Muitas dessas casas destruídas, inclusive, tinham sido construídas pelo TETO no último mês de julho. Conhecemos muito bem as famílias, o que nos deixou ainda mais chocados e preocupados com tudo o que aconteceu. Temos que agir rápido e adiantar nossos processos para que essas pessoas voltem a sorrir o quanto antes. Para isso, precisamos muito da ajuda de todos os brasileiros”, comenta Lucas Kogut, gestor do TETO Paraná.

Acesse http://juntos.com.vc/pt/29resiste e faça sua doação!

Pesquisa TECHO: 1 a cada 2 voluntários/as projetam uma mudança em sua carreira profisisonal

Pesquisa TECHO: 1 a cada 2 voluntários/as projetam uma mudança em sua carreira profisisonal

No Dia Internacional do Voluntariado, o TETO (TECHO) se perguntou: qual é o efeito que a prática do voluntariado tem na juventude? Para responder esta questão, realizamos uma consulta com mais de 800 jovens de 18 países onde a organização trabalha na América Latina.

Segunda revela a pesquisa, as mudanças se iniciam nos primeiros passos: 6 em cada 10 pessoas escutadas afirmaram que antes de seu voluntariado não conheciam e nem haviam estado em uma favela. “Isto aponta o rol que as organizações da sociedade civil têm para permitir a população se aprofundar na realdade de seu país e conhece-la mas de perto, do compromisso até a ação”, ressalta Laura Sánchez, directora de TECHO. Ainda nesta linha, 8 em cada 10 responderam que iniciaram atividades de voluntariado para participar de um projeto social e um número similar (76%) afirmaram que foi para refletir sobre a realidade política e social do país onde vivem.

Com uma média de 13 horas semanais dedicadas as atividades de voluntariado, os entrevistados afirmaram que o principal desta atividade é o trabalho permanente e horizontal junto das comunidades em situação de pobreza. Estes dados são importantes em um contexto que reforça a imagem de jovens apáticos e desinteressados na realidade sociopolítica de seus países. “Podemos observar que há uma busca por encontrar espaços onde se possa participar e se comprometer com as problemáticas e desafios do país, em um trabalho em conjunto de longo prazo”.

Durante o processo de voluntariado, a pesquisa revela que 76% gerou novos conhecimentos e 1 em cada 2 entrevistados colocaram em prática os conhecimentos que já possuíam.Enquanto ao impacto da experiência em decisões pessoais importantes, 1 a cada 2 afirmaram que a experiência o levou a mudar sua projeção de área de atuação profissional. “A trajetória do voluntariado conduz a perguntas que afetam decisões pessoais mais existenciais, por exemplo: ‘como traçar um caminho que me permita construir uma sociedade mais justa?’.

Sobre os principais desafios do desenvolvimento da América Latina, 9 em cada 10 entrevistados afirmaram que o principal desafio se encontra nas políticas sociais, inclusão social e pobreza, para 71%, em igualdade de oportunidades para toda a população e 7 em cada 10 na infraestrutura de mobilidade, energia, água e saneamento. Em uma das regiões mais desconfiadas do mundo, 92% das pessoas que participaram da entrevista afirmaram que confiam principalmente em organizações, fundações e ONGs, 89% em universidades e 76% em movimentos sociais.

“Mais do que a entrega de um tempo livre, a prática voluntária é um compromisso com o seu país, é fazer de sua participação cidadã uma ferramenta para apoiar e construir a realidade. É um complemento enriquecedor a outras participações como a eleitoral, porque te envolve ao cotidiano mais íntimo das principais problemáticas e soluções. Hoje, em uma América Latina tão desigual e desconfiada, é necessário reencontrarmos como população nossa essência cidadã e nos comprometermos a partir da ação, convivendo em diversidade, e esse é o convite que a prática voluntária representa”, conclui Sánchez.

Perfil dos entrevistados/as

Com a participação de 851 pessoas que fazem ou fizeram voluntariado na organização em 18 países da América Latina, a pesquisa se distribuiu equitativamente entre homens e mulheres. 77% tem entre 18 e 26 anos. 37% das pessoas estudam e 37% estuda e trabalha. 99% afirma que indica que voltaria a se voluntariar em outro momento de sua vida.  

TETO celebra trabalho em rede em 2018

TETO celebra trabalho em rede em 2018

O TETO se orgulha em trabalhar em rede, pois acreditamos que apenas com o envolvimento de todos os atores da sociedade conseguiremos superar a pobreza ainda tão presente na América Latina.

O trabalho em conjunto com moradores/as e voluntários/as é potencializado sempre que há envolvimento de outras redes. E é por isso que celebramos a parceria inédita entre TETO e a Prefeitura Municipal de Curitiba, que viabilizará a construção de 19 moradias emergenciais na comunidade Caximba.

“A Prefeitura nos chamou para uma reunião com o intuito de apresentar o projeto que está sendo realizado na Caximba. Uma das etapas do projeto consiste em reassentar as famílias que estão em situação de risco na beira-rio da comunidade e realocá-las internamente, em terrenos que estão sendo definidos pela Associação dos Moradores e COHAB. A parceria está se dando por meio de colaboração conjunta na operacionalização da construção”, detalha Lucas Kogut, Gestor de Sede do TETO Brasil no Paraná.

Também neste mês, o apoio do MTST permitiu o trabalho do TETO com as 19 famílias da comunidade Esperança Vermelha, em Guaianazes. Agora os moradores e moradoras aguardam por moradias definitivas sem preocupação e riscos de chuvas, ventos e outras dificuldades de uma moradia inadequada.

Também comemoramos a parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que dará início a um projeto de avaliação de impacto do projeto de Moradias de Emergência do TETO em 2019.

TETO BRASIL é eleita a melhor ONG de Desenvolvimento Local do Brasil

TETO BRASIL é eleita a melhor ONG de Desenvolvimento Local do Brasil

TETO Brasil foi eleita a melhor ONG de Desenvolvimento Local do Brasil pelo prêmio Melhores ONGs. Uma iniciativa do Instituto Doar e da Rede Filantropia, a premiação foi criada para valorizar as organizações filantrópicas que se destacam pelo trabalho em prol da sociedade com boas práticas de gestão e transparência. Para tal, são avaliados os processos administrativos, contábeis, financeiros e de comunicação para selecionar as 100 melhores entre as mais de 800 mil instituições em atuação no país.

No total, foram mais de 1700 organizações inscritas para a premiação, que anunciou os eleitas em uma cerimônia realizada em São Paulo nesta quinta feira, dia 1 de novembro no Museu de Arte Moderna, no Parque do Ibirapuera.

Em 2017, o TETO Brasil construiu 456 moradias emergenciais, impactou mais de 1.300 moradores de favelas urbanas e mobilizou mais de 11 mil voluntários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Minas Gerais. “Estamos extremamente felizes por mais um ano de reconhecimento do prêmio melhores ONGs. Estar entre este grupo de referências do terceiro setor é uma recompensa pelo nosso esforço de transparência e excelência de gestão. É imprescindível valorizar as organizações sociais como instruções profissionais e responsáveis, bem como um ator central no desenvolvimento social do nosso país”, celebra Nina Scheliga, Gerente Executiva do TETO.

A publicação Melhores ONGs oferece a doadores e voluntários descrições imparciais e informações precisas sobre as organizações participantes, auxiliando a sua tomada de decisão sobre em qual entidade destinar o seu apoio financeiro e horas de voluntariado. Além do TETO Brasil, outras organizações foram premiadas, confira a lista

A pobreza existe e precisa ser superada

A pobreza existe e precisa ser superada

O Dia mundial da erradicação da pobreza (17) é uma data comemorativa que nos convida a refletir sobre a realidade de milhões de pessoas em situação de pobreza pelo mundo, bem como buscar respostas efetivas para trabalhar o tema. Neste ano a data recebe uma conotação especial pelo momento que estamos passando no nosso país. Não só enfrentamos uma polarização política prévia a mudanças de governo, como também enfrentamos uma crise político-econômica.

Apesar dos avanços nos índices de pobreza desde 2003, voltamos a verificar um retrocesso nos últimos anos. Segundo pesquisa da FGV, desde 2014 já somam 6.3 milhões de pessoas que entraram para a pobreza, totalizando 23.3 milhões de pessoas nesta situação. Além disso, houve um crescimento da extrema pobreza, faixa mais vulnerável dentre os pobres, que aumentou 11% de 2016 a 2017. Esse aumento está diretamente ligado à crise e às taxas de desemprego evidente nestes anos de instabilidade.

Com isso, seguimos num cenário alarmante que chama por atenção urgente. Estamos falando de uma população de 11 milhões de pessoas, quase o estado do Rio Grande do Sul inteiro, vivendo em favelas, a principal forma de materialização da pobreza em suas diversas formas. Milhões de pessoas vivendo em situações de vulnerabilidade habitacional, com esgoto a céu aberto, sem soluções de infraestrutura e acesso restrito a água limpa e outros serviços.  São lugares construídos no pouco espaço que ainda resta desocupado nas nossas regiões metropolitanas, fruto da impossibilidade de pagar aluguel e a falta de acesso à propriedade. Os serviços públicos também não estão disponíveis às pessoas que residem nas favelas, dificultando o acesso à educação e saúde de qualidade. E é ali onde os direitos humanos estão frágeis, vulneráveis e muitas vezes violados, principalmente da juventude negra, as mulheres e outras tantas minorias.

Nestes momentos de polarização e intolerância que presenciamos nos debates políticos, é indispensável destacar que são nessas favelas que encontramos pessoas que são símbolo de resiliência e organização para mudar sua realidade a partir de suas comunidades. O cuidado para não criminalização a pobreza deve ser dobrado e entender que as favelas são consequência de uma falha da sociedade para com essas pessoas, em todos os níveis anteriormente mencionado. É por isso que sempre convidamos às pessoas a conhecerem essa realidade, as favelas e principalmente as pessoas que lutam diariamente pelos seus direitos nos espaços mais esquecidos das nossas cidades.

A importância de encontrar o fim da pobreza já foi argumentada de diversas formas e atinge um patamar importante a nível internacional por ser o primeiro dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Precisamos pressionar nossos governos para priorizar essa pauta por meio de esforços conjuntos para trabalhar a pobreza. Iniciativas das comunidades, governamentais e não governamentais para construir alternativas econômicas, de assistência social, educação, trabalho e infraestrutura urbana a partir da realidade das favelas e seus moradores, levando em conta principalmente os direitos humanos e a participação cidadã.

Enfrentamos um momento de crise, mas também estamos em um momento de pensar o futuro do país a partir de nossos distintos espaços de atuação. Precisamos reforçar a necessidade de uma visão de diretos humanos e democracia como base para os programas de redução de pobreza e desigualdade do nosso país. Aproveitamos a data de hoje para refletir sobre a nossa escolha daqui 11 dias. Vamos buscar propostas de participação cidadã, diretos humanos e democracia para a construção de um país mais igual e sem pobreza.

Nina Scheliga, gestora executiva da organização internacional TETO Brasil.

Estão abertas as inscrições do Programa de Voluntariado do TETO!

Tem interesse em se tornar voluntário/a do TETO? Entre para o nosso Programa de Voluntariado!

Durante seis meses, o voluntariado permanente dedica algumas horas de sua semana e contribui para o andamento de todos os projetos da organização. É super possível conciliar com seus estudos, seu trabalho e suas responsabilidades pessoais.

SAIBA MAIS SOBRE CADA ÁREA

O Programa de Voluntariado do TETO também tem o objetivo de formar jovens voluntários e voluntárias através do vínculo com os moradores e as moradoras das comunidades. A transformação da sociedade também transforma você.

Se inscreva e torne-se voluntário/a da:

Bahia: https://goo.gl/B7kzUi
Paraná: bit.ly/TETOPR18_CV2S
Rio de Janeiro: http://bit.ly/2NqwFwM