TETO
1 setembro, 2014

Modelo de intervenção

A intervenção comunitária do TETO é focada em assentamentos precários mais excluídos, sendo seu principal motor a ação conjunta de seus moradores e jovens voluntários, os quais trabalham para gerar soluções concretas para o problema da pobreza. TETO estimula um processo contínuo de fortalecimento da comunidade, considerando o desenvolvimento comunitário como eixo transversal da intervenção.
 
 
A fase inicial desse processo consiste na entrada nas comunidades precárias e no desenvolvimento de um diagnóstico, no qual são identificadas e caracterizadas as condições de vulnerabilidade dos mesmos. Os jovens voluntários têm um primeiro contato com a realidade que se vive nas comunidades, trabalhando em campo para o desenvolvimento do diagnóstico e para incentivar a liderança de moradores, que promovam a organização, participação e corresponsabilidade da comunidade em todo o processo.
 
 
Em uma segunda fase, como resposta às necessidades identificadas na comunidade, são implementadas soluções nas áreas de moradia (habitabilidade), educação, trabalho e outras que resolvam os problemas existentes. Estas soluções são desenvolvidas através de um trabalho conjunto entre voluntários e moradores, potencializam capacidades individuais e coletivas de autogestão na comunidade, e envolvem os jovens voluntários em um processo de sensibilização e conscientização em torno da pobreza e suas causas, que os levem a atuar e se mobilizar para gerar mudanças reais.
 
 
Dentro desta fase, destaca-se a construção de casas de emergência, que responde a uma necessidade que é prioritária e urgente na maioria dos comunidades precárias e que gera vínculos de confiança entre os voluntários e a comunidade, por ser uma solução concreta, tangível e realizável em curto prazo. A casa de emergência do TETO é um módulo pré-fabricado de 18 metros quadrados, que se constrói em dois dias, com a participação massiva de jovens voluntários e famílias da comunidade. O processo de construção gera um encontro entre estas duas realidades, promovendo uma reflexão crítica e propositiva frente a pobreza. Este processo se realiza com um enfoque comunitário, que promove a organização e participação da comunidade.
 
 
Aprofundando este processo de fortalecimento da comunidade, implementam-se as chamadas Mesas de Trabalho, uma instância de reunião, diálogo e discussão entre líderes comunitários e jovens voluntários, na qual se identificam possíveis soluções para as necessidades prioritárias. O TETO se concentra na implementação de planos de educação; planos relacionados ao trabalho e ao fomento produtivo, tais como capacitação em ofícios básicos e fornecimento de microcréditos para o desenvolvimento de empreendimentos; e busca a vinculação a redes para poder desenvolver outros programas que respondam aos objetivos das comunidades e contribuam para a geração de soluções integrais.
 
 
Como terceira fase da intervenção, promove-se a implementação de soluções definitivas nas comunidades precárias, como a regularização da propriedade, a instalação (ou regularização) serviços básicos, moradia definitiva, infraestrutura comunitária e desenvolvimento local. O TETO articula e vincula moradores de comunidades organizadas a instituições do governo para exigir seus direitos.